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Sinto falta de tanta coisa, de tanta gente. Mas talvez toda essa saudade se resuma na minha infância. O que tanto temíamos quando éramos um tantinho de gente? Talvez da bronca que íamos levar se não arrumássemos nosso quarto que estava com todos nossos brinquedos no chão, ou quando caíamos quando estávamos andando de bicicleta, ou talvez quando sua amiguinha não te chamava para brincar no parque. E agora? O que você tanto teme? Talvez algumas magoas, algumas decepções, ou pior um coração partido pela junção de todas essas cicatrizes. Sinto falta de minha infância, pois a única coisa que eu me preocupava era se eu iria poder ir ao parquinho ou não, se eu iria poder cuidar das minhas bonecas ou não, se eu poderia assistir aqueles meus desenhos o dia todo ou não, se eu iria poder usar as minhas canetinhas novas ou não. Preocupações tão tolas hoje em dia, pois agora lidamos com a vida real, com a realidade. Vamos admitir quem não gostaria de rever aquele seu professor do jardim de infância e dos seus colegas de turma? Só para ao menos saber se eles sentem o mesmo que você. Aquele profundo desejo de poder voltar no tempo e aproveitar aquela época de serena inocência e pureza. Não que não sejamos mais assim, mas perdemos esse nossos simples gestos, perdermos a inocência do olhar, a pureza das palavras. Nós tornamos consumidores de palavras vulgares e sem escrúpulo, de olhares sedutores sempre com alguma intenção, do sorriso malicioso. Mas talvez o pior de tudo é que aquele ou aquela que permanece com a pureza e a inocência acaba sendo bombardeado de armas que mutilam seus sentimentos mais delicados, mas que acabam se tornando em sentimentos muitas vezes dolorosos e obscuros. Então, o devemos fazer? Pois de um jeito ou de outro nos tornaremos pessoas que utilizam dessas armas, talvez não porque queremos, mas porque precisamos para haver uma proteção ao seu próprio eu. Por isso eu exatamente sinto falta da minha infância, quem precisava se preocupar com proteção de sentimentos? A única coisa que te magoaria naquela idade seria sua mãe lhe falar que você não poderia brincar com as suas barbies até você tomar banho, pois ai sim você abriria o berreiro. Hoje em dia, abro o berreiro por você fazer meu coração sangrar de tanto desamor que proporciona a mim. Voltando a mesma pergunta que venho a repetir: Será mesmo você não sente falta da sua infância? Será que você não sente falta do seu antigo sorriso? E do antigo motivo do seu sorriso? Eu sinto e muito. Sinto falta do meu sorriso simples e verdadeiro. Aquele sorriso que eu dava a minha mãe quando ela me entregava algum presente, principalmente quando era aquela boneca que havia lhe implorado tanto para me presentear. Oh, saudade! Isso mesmo saudade da antiga eu, saudade do meu sorriso, do meu olhar, das minhas palavras e até mesmo saudade de você.
Passado... Passado... Reviewed by Heloise Bednarchuk on 4/30/2013 11:19:00 PM Rating: 5

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