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22 de setembro de 2012

Lola

Eu deitei sozinho na minha cama
Você falou que estava de pijama
Eu pensei, logo imaginei
Como seria bom, você no meu edredom

Pena que estamos longe,
Por kilômetros distantes
E mesmo assim
É um amor sem fim

Pena que meu celular
Não quer funcionar
Saudade da sua voz
Do seu jeito de falar

E agora estou em casa
Cantando pro nada
Relembrando das suas piadas

Quero você aqui agora
E eu não vejo a hora
De te abraçar
Te beijar...

Pode ser em qualquer lugar

Eu lembro do seu sorriso
Eu lembro de como era difícil
Sem você por perto
Me mostrando o certo

Eu lembro dos dias
Que eram um balde de água fria
Mas de qualquer maneira
Penso a noite inteira

Seu jeito de falar
Seu jeito de me olhar
Seu jeito de dizer "amor,
vem ser meu cobertor"

Seu jeito de me deixar doido
Seu jeito de pouco a pouco
Me fazer apaixonar por ti de novo
E de novo

Eu escrevo outra canção
Lembrando que o seu coração
É todo meu, e você prometeu
Quero um beijo teu

Pode ser na praça
Pode ser na rua
Pode me deixar sem-graça
Por que minha vida é sua

E sacanagem é 
Comprar a passagem,é
Pra sua vida,só de ida

Mas hoje eu lhe peço
Não estou cobrando nada
Mas eu lhe ofereço
Quer ser minha namorada?

Se sim,prometo mãos dadas
Noite inteira namorando
E contando piadas

Prometo fazer de tudo
Pra você ter o mundo

Aos seus pés,foda-se os papéis
E ao invés 

De dormir, passarei 
Pensando em ti
Sonhando acordado
Bem abobado

Se não,prometo chorar
Mesmo assim, irei continuar
Amando você, até que o dia
Se torne o anoitecer

Esse incrível texto/poema/música é do Gustavo Simioni! Dono do blog Pequenos Textos em um Blog, além de um grande amigo. Esse texto é pra alguém muito especial. Uma pessoa especial. Lola, parabéns!

Texto publicado com a permissão do Gustavo.

19 de agosto de 2012

ALGUNS MINUTOS - Gustavo Simioni

"No matter what, i got your back
I'll take a bullet for you if it comes to that
I swear to god that in the bitter end
We're gonna be the last ones standing" (Papa Roach - No Matter What)



3 horas. 180 minutos. Aproximadamente 32400 segundos. Dá pra fazer muita coisa nesse tempo, se eu não soubesse que amar faz o tempo passar mais rápido. Até agora lembro do seu sorriso radiante, das suas palavras confortantes, e principalmente seu beijo.

Hoje, naquela tarde, os pássaros faziam a melodia de fundo pro nosso filme começar. Éramos o casal principal naquele cenário sem personagens, onde existia o mundinho meu e seu e de mais ninguém. Éramos o casal que tem "muito em comum", e que as pessoas realmente estavam afim de fofocar.

Queria ter tido mais tempo. Estou achando suas indas e vindas muito rápidas. Daqui a algum tempo vou aí na sua casa e te rapto, e te deixo lá em casa u-u. Assim eu poderia te ver quando eu bem entendesse, sem me preocupar com os horários e eu poderia te ver dormir.

Mesmo assim, eu agradeço por existir. Sem você, as rédeas da minha vida estavam se entrelaçando fortemente e iriam logo logo se partir. Sem você, as madrugadas frias eram mais mortas e os meus dias eram mais cinzas. Sem você, eu não existia.

Agora, eu estou mais vivo. Não sou mais aquele zumbi que ia pra escola dormindo por medo de acordar e me machucar, de tarde sentar no computador e não fazer nada por medo de encontrar pessoas que vão me atacar psicologicamente, e de noite perder meu tempo da minha preciosa vida em coisas inúteis. Não sou mais um idiota. Sou um novo Gustavo, um novo homem.

Quem me vê hoje nem acredita que era eu aquele que colocava a touca e dizia que "o mundo é uma merda e a vida é uma vadia." Quem me vê hoje sorrindo nem acredita que era eu quem quase chorava antes de dormir, pensando que nunca iria ser feliz.

Eu ainda vou te surpreender mais e mais, todos os dias, pra você se apaixonar mais do que já é por mim (sé que isso é possível.) Eu ainda irei te ligar de madrugada, dizer que te amo e vou tornar a desligar, só pra você me ligar de novo e dizer "o que foi isso?". Um dia irei te cantar a nossa canção, só que irei transformar numa música mais acústica, por que ao contrário dos casais normais, não temos uma música lentinha.

Então vamos, venha me consertar. Você sabe muito bem como sou um robozinho com defeito de fábrica, que fala às vezes demais e depois não sabe como consertar. Aquele garotinho inocente que sabe às vezes ser um "diabinho", aquele romântico que com o coração na mão pede um beijo. Sim, sou aquele robozinho.

Quando você puder, me ensine a dançar, você sabe como sou péssimo nisso. Quando você puder, me ensine a andar de roller, não faço ideia como diabos se faz isso. Quando você puder, me ensine a arte de namorar, também sou iniciante e não faço ideia de como fazer isso. Quando você puder, me ensine o que você quiser, apenas me ensine.

Relatos de testemunhas podem provar que eu sou mais feliz do que antes, que eu sou menos idiota do que antes. E os seus beijos, ahh, seus beijos, é o que me fazem viajar em todos os meus dias. Me abraça forte de novo, quero você pertinho de mim de novo. Viu só como apenas alguns minutos os nossos sentimentos viraram assunto?

Texto do Gustavo Simioni, do blog Pequenos Textos em um Blog e postado aqui com a devida permissão.

11 de agosto de 2012

Pelo bem do amor

Há um futuro casal. [que eu quero muito bem].


Depois que eu te conheci
Nunca mais eu vi 
Um dia triste
No meu calendário
Nunca mais liguei 
Pros meus horários (Pequenos Textos em um Blog)

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Antes que seja tarde demais. Antes que tudo acabe. Antes que o fim de algo que nem começou.
Simplesmente não temos como negar. Quando o amor bate na porta não podemos fazer nada... as vezes pode até ser uma mera paixão, ou um "encontro sem acaso", mas "se for o amor da sua vida, vai voltar pra você". Isso é um clichê? Sei lá.
A verdade é que não devemos trocar uma dúzia por meia, ou trocar um carro 0 km por outro rodado demais. Devemos trocar pra algo que acrescente, que mude, que seja diferente.
Não dá pra negar que com tantos erros, a gente nunca vai entender o quanto ser valorizado é um princípio que deixa nosso dia bem. Que acordar com um "bom dia, meu amor" vai SIM mudar o nosso dia.
Independente seja isso for de mulher-homem, ou homem-mulher. TODOS temos sentimentos, e é bom analisar como está o de cada um.
As vezes, a gente espera demais de uma pessoa, e no fim, ela tá nem aí pra você. Faz pouco caso, te ilude por qualquer meias-palavras, te beija sem amor, e diz que te ama sem amar. Sabe quando a coisa "não vai"?
As vezes a pessoa que você realmente precisa pra sua vida inteira, está bem na sua frente, e você nem percebe. Não basta ser especial, tem que fazer a diferença, e convenhamos, nós sempre sabemos fazer a diferença.
Ela é linda, tem um cabelo incrível, usa batom vermelho pra te impressionar, veste o tubinho preto, usa salto 12, treina como andar bem (e não parecer uma pata), cumprimenta sua família, agrada seu irmão mais novo, tira uma foto pra postar no instagram esperando que, quem ela diz o "amor da vida dela" va lá, e comente o quanto ela tá fabulosa, e incrível, e "a mais linda do mundo"  e ele nem liga?
Nem liga o quanto o seu pé tá doendo, ou o quanto é duro passar batom vermelho. AH! Mas ciúmes ele sente... se vê "outro macho" por perto... aí mexeu com o calo do pé... "NÃO SE META COM O QUE É MEU"... E algum tempo depois ele tá lá, vendo "outra" descer até o chão. JUSTAMENTE a outra que ele sempre diz que é a "maior vadia".
Qual é a diferença? O que isso muda? É BOM SER FELIZ, sabia? É bom ter razões pra amar outra pessoa,  esperar receber algo em troca, não só o que é bom... mas o que completa.
Não dar mole pra pessoas que só querem te usar é algo que devia estar num manual de instrução. Mas, o coração bandido... esse é chato né? É muito tempo pra separar...
Mas, e tempo pra amar?
Desapague! Pare de se iludir. O amor é algo incrível. Hoje eu não tenho, você tem. Só resta ser feliz!
Você pode, você consegue! [e conte comigo ♥]

30 de julho de 2012

Tag 11 perguntas! - UPDATE!

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Olá!
Recebi da Cherr, do blog Cherr em Crise essa Tag! Lembro que já fiz uma vez, mas vou fazer de novo porque ADORO tag! Obrigada Cherr, eu adorei ♥

REGRAS:
1) Responder11 perguntas
2) Fazer 11 perguntas
3) Taguiar mais 11 blogs.

Respondendo as perguntas da Cherr!
1) O que você mais gosta de fazer em seu tempo livre?
Gosto de ler! Geralmente eu passo horas na internet, trabalhando.. então, no meu tempo livre, sempre leio!
2) Quais seus sonhos para o futuro? 
Ser reconhecida, casar e ter filhos. Viajar para New York e fazer a festa na TopShop (entende porque o nome do meu blog é Sempre Quis Ter um Assim) haha
3) Qual sua música favorita?
Call me maybe... mas to curtindo mais Long Live.
4) Gênero de filme favorito...
Romance COM comédia! Amo!
5) Prefere ler ou ver um filme?
Ler!
6) Porque criou o blog e quando criou?
Criei porque eu sempre dizia pra minha mãe "Mãe, sempre quis isso, Mãe, sempre quis aquilo"... com o blog eu aprendi que não é tudo que eu posso ter. Criei em 18 de outubro de 2010.
7) Qual curso você pretende fazer na faculdade?
Ainda não decidi... mas tá entre Publicidade-Propaganda-Jornalismo-Fotografia
8) Quais seus objetivos?
Ter uma marca com o meu nome (e ela ser famosa ;D)
9) Um blog que você AMA...
Blog da Paulinha!
10) Uma frase...
Quem ama: cuida, chora, briga..
11) Acha que blog é uma obrigação ou diversão?
Diversão! Você tem que AMAR ter o seu blog! EU amo! ;D
Minhas perguntas:

  1. Qual é o objetivo do seu blog?
  2. Qual a sua pior mania?
  3. O melhor livro que já leu foi?
  4. Qual a série que você mais gosta?
  5. TV ou PC?
  6. O que você acha de Post's Pagos?
  7. Cite dois blogs incríveis pra você...
  8. Qual é o seu maior sonho?
  9. Qual gênero de filme você mais gosta?
  10. Uma frase...
  11. Qual a sua cor favorita?
Blogs pra responder a tag (:
Obrigada novamente Cherr, eu adorei!  Beijos ♥
Update:
A Paola, do São Apenas Sentimentos respondeu a tag, e já mandou as perguntas novamente *--* Então, aqui vai as respostas:  (Obrigada Paola)

1- Dia ou noite?
Dia!
2- Qual foi a primeira palavra que disse?
Acho que foi "mama" (de mamãe)
3- Ler ou escrever?
Amo os dois... mas prefiro ler!
4- Qual seu filme preferido?
Amor, casamento ou felicidade (é novo)
5- O que você acha que era na vida passada ?
Uma pessoa boazinha!
6- Cite três pessoas importantes pra você.
Meu pai, a Tailise e a Maria Clara
7- Qual sua cor favorita ?
Branco/Preto/Vermelho
8- Gosta de romantismo?
Demais! Amo!
9- Quais línguas você fala?
Minto bastante em inglês, disfarço espanhol também!
10- Qual foi a ultima vez que brigou com alguém?
Não faz nem 5 horas... haha
11- Sente falta de algo? O que? 
De viajar SOZINHA! eu amo!

Beijos!!

5 de junho de 2012

Meu Céu Castanho Preferido (Parte 1) - Gustavo Simioni

- Eu amo você! Pronto, falei. Agora não tem mais volta, quer dizer, não tive nenhuma rota desde que pensei em me declarar. ...





"Eu só queria te lembrar, Que aquele tempo eu não podia fazer mais por nós" (Charlie Brown Jr. - Céu Azul)

- Eu amo você!
Pronto, falei. Agora não tem mais volta, quer dizer, não tive nenhuma rota desde que pensei em me declarar. Eu entendo que isso é brega e tal, mas eu sou do estilo retrô. Sou brega e cafona se quer saber. Tá, eu sei que tu vai me dizer que isso é coisa estúpida, mas vou lhe contar como tudo isso aconteceu.


Eu me lembro bem, eu acho que tinha pelo menos uns 5 anos de idade, e meus pais insistiram em ir visitar os novos vizinhos. Quase fiz a casa tremer de tanto choro, afinal, não gosto de vizinhos. Não gostam do que a gente escuta, não gostam do que a gente gosta, decerto gostam de enfiar o dedo...na boca, pensaram besteira né?


Enfim, voltando ao assunto, depois de espernear, fui obrigado a ir visitá-los. É, eu era realmente muito fofo na época, agora estou todo ferrado pelas espinhas e cravos, além de virar um maníaco por desenhos japoneses e coisas assim...


Quando eu pus o pé na porta daquela casa, vi uma garotinha muito bonita. Ela tinha cabelos longos e morenos, e os olhos castanhos parecia que ela era um anjo. Parecia. Quando ela notou minha existência, ela mostrou a língua pra mim.


Que insolência! Eu morava naquelas redondezas desde quando eu nasci, e vem essa pentelha mostrar a língua pra mim? O garotinho fofinho que todos os vizinhos amavam. Não sei o que fiz, se chorei, se gritei, se briguei, só sei que depois disso, ao invés daquela louca se afastar, veio se aproximando da nossa família.


Era todo santo dia que ela vinha lá em casa, seja pra um churrasco, seja pro meu aniversário (que eu nunca a convidava, mas por algum poder do além, vinha em todos). Até que um pouco mais crescidos, nos dávamos bem. Tínhamos nossas discussões, afinal, quem vai gostar de sertanejo universitário além dos caipiras? E rock para informação dela, não era do diabo. Do diabo era aquela droga de mp4 dela. É, ela me batia toda vez que eu falava fatos da vida.


Depois de um tempo, eu soube que ela ia se mudar. Desculpe o palavrão, mas fiquei muito puto, por que afinal, a gente era muito próximo naquela época. Sabe o Timão e o Pumba? A gente não era assim. Era quase isso, sempre estávamos conversando.



Isso foi lá pelos 12 anos de idade. Ah, que saudades dos tempos que a gente não fazia porcaria nenhuma e reclamávamos ainda. Depois de passar o colegial em branco, figurativamente, por que toda porcaria que via era caderno e borracha branca.


Ingressei numa faculdade qualquer que não me lembro o nome, ela era boa até, mas tinha muitos poucos cursos. Resolvi fazer o que era a minha cara, Luteria, é, você provavelmente não tem ideia o que seja, mas seria montagem e manutenção de instrumentos.


Foi procurando a minha sala, que me trombei com uma idiota. É, ela era bem abobada, vou ser bem sincero. Ela era bem bonita, mas nada que chamasse de modelo. Ela era imperfeitamente perfeita. Mas fui me levantando devagar, e quando ela se levantou, me xingou e disse pra mim olhar pra onde anda.


Que guria idiota! Acha que manda nessa droga de faculdade. Se você percebeu, sou bem orgulhoso, odeio gente que pisa em mim. Enfim, depois desse incidente, fui pras minhas aulas, todo empolgado, pensando, uau! vai ser muito divertido as aulas!. Divertido é meu cachorro. Entrei naquela droga e vi um monte de zumbis com moscas rodeando a sala, nenhum "normal".


Mas quando eu sentei na carteira, vi a porta se abrindo, uma voz não-desconhecida, era ela.
- Não acredito!

Continua...

Foto: Retirado do blog Blush Virtual

31 de maio de 2012

Nossa Foto - Gustavo Simioni [continuação]

[...]Não estava acreditando. Eu iria ao baile com ela. Eu já tinha alguma noção do significado da palavra amor, mas não sabia que a amava. [...]



Como devo começar esse texto? Estou cansado, perdido e incapaz de encontrar uma luz no meu mundo escuro. Você que está lendo deve estar se perguntando por que meu mundo está escuro e parecendo um abismo cheio de espinhos no fundo. Vou lhe contar. Chamo-me Diego, atualmente estou com 20 anos, e estou na faculdade de medicina. E o nome dela é Carolina, atualmente tem a minha idade, e aonde quer que esteja, está estudando fotografia.

Tudo começou naquele lugar e terminou no mesmo. Naquele tempo, quando tínhamos em torno de 14 anos, quando todo mundo pensa em diversão e beijar qualquer um. Estávamos na frente da “nossa foto”, eram montanhas que dava pra ver o sol nascendo no meio. A gente chamava de “nossa foto” por que tínhamos uma coleção de fotos nossas com essa paisagem.
Nós vínhamos nesse lugar todo dia pra ver o sol nascendo e se pondo, algo rotineiro. Éramos amigos desde pequenos, tínhamos cada história, e nós adorávamos brincar de pega-pega perto da “nossa foto”. Estávamos lá, vindo da escola ao meio-dia, conversando.

- Tive uma idéia para nossa revista em quadrinhos! – eu disse animado –
- Aé? Diga, vai que eu aprovo... – disse com ar de convencida –
- Que tal o Lincoln ficar com a Letícia ao invés da Milena?
A gente tava tentando fazer uma revista em quadrinhos naquele tempo. Eu desenho bem, e ela tinha umas idéias bem legais.
- Ah, não sei, acho que o Lincoln combina com a Milena.
- Mas os opostos se atraem!

Ela riu. Se eu pudesse assistir esse momento e gravado, eu ficaria repetindo o tempo todo.
- Verdade. Vamos ver isso depois. Obrigada por me acompanhar até em casa, até depois!
- Até!
Eu a levava todo dia para casa. Era de costume levá-la até em casa. Á tarde era difícil vê-la, só a via nos domingos e feriados porque ela ficava na empresa dos pais. Mas ás vezes eu aparecia por lá.
Os anos se passaram, agora já estávamos com 17 anos, decidindo o que iríamos fazer da vida, e o fim de ano se aproximava. Era aquele nervosismo, vontade de sair gritando sem nenhum motivo. E nossa amizade continuava na mesma intimidade de sempre. Diziam que iria ter uma festa de despedida.

- Está sabendo da festa?
- Claro que estou! – ela respondeu animada –
- Vai com quem?
-...
- Ninguém?
- Não! Mas não significa que sou feia!
- Lógico que não!
- Eu tenho uma pergunta pra você!
- Qual?

Ela ficou vermelha. Ficou tão fofa! Queria gritar.
- Quer ir ao baile... Comigo?
- Repete!
- Sem chance! Não vou repetir...
- Quero sim!
- O quê?
- Claro!

Não estava acreditando. Eu iria ao baile com ela. Eu já tinha alguma noção do significado da palavra amor, mas não sabia que a amava.
- Então te vejo ás seis Di.
- Tá bom Cáh!


Eram os nossos apelidos. Apelidos que a gente a inventou aos oito anos. Daí pegou e todo mundo resolveu chamar a gente assim. Saímos e fomos para nossas casas. Fui direto pro banho, acredito que ela também fora. Coloquei uma calça jeans escura, um tênis verde-limão, uma camisa vermelha e uma básica por baixo. E coloquei meu perfume favorito, que só usava para as melhores ocasiões. Saí correndo de casa porque era 05h55min. Bati na porta e fui recebido pela mãe dela.

- Oi Di tudo bem?
- Tudo. A Cáh está?
- Sim! Carol! – ela gritara –
- Estou descendo!


Ela estava descendo das escadas toda corada. Mas estava linda, usando também uma camisa, só que fechada, xadrez e vermelha. Um short curto, mas não vulgar. E um tênis por fim vermelho.
- Fiquei bem?
- Linda! Vamos?
- Claro!
Fomos andando até a festa.
- Cáh, me concede esta dança?
- Claro.

Dançamos até suar, até que ficou aquele ritmo lento.
- Me leva até em casa? – ela disse docemente –
- Claro!
- Mas antes vamos passar na “nossa foto”?
- Porquê não?
Andamos lentamente pelos lugares e chegamos onde ela queria. Sentamos no típico banco.
- Preciso lhe dizer...
- O quê?
- A primeira é...

Continuação:


Ela começou a chorar.
- O que Cáh? Estou começando a ficar preocupado.
- Eu não vou mais lhe ver.
- Como assim?
- Meu pai vai para os EUA para negócios e eu vou ter que ir junto
- Você não vai voltar? – eu também já estava chorando –
- Provavelmente não.
- Então me deixe pelo menos te dizer...
- O quê?
- Eu te amo!

E a beijei. Foi um beijo de longa duração. Eu estava no céu. Até...
- Não! Você não pode!
- Por que não?
- Porque não!
E ela foi embora. E me deixou aqui, sozinho. Você deve estar se perguntando por que estou escrevendo só agora... É porque só agora parei de olhar pra “nossa foto”.
Este texto foi publicado originalmente em Pequenos textos em um blog, e postado aqui com a devida permissão. 

30 de abril de 2012

Ei..Cagaram no meu sonho, e o seu? - Gustavo S.

[...] mas estou preocupado se o nascer do Sol vai ser normal ou vai ser em 3D  em HD. 
"Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar" (O Teatro Mágico - Sonho De Uma Flauta)
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Quando o sol raiou hoje de manhã, percebi que meu quarto era a única coisa que continuava escuro, parecido com meu coração. Faço questão de levantar e lavar o meu rosto, para apagar marcas de lágrimas que ficaram lá desde a madrugada. Prefiro chorar no silêncio do que ouvir conselhos sem parar.
Passeando pelas ruas da imaginação enquanto eu estava dormindo, eu havia encontrado várias pessoas naquela passarela. Eu encontrei parentes distantes e próximos, encontrei amigos que eu sempre quis e que eu não quis, e inimigos que ainda os quero para guardá-los.
Encontrei idiotas como eu que esqueceram seu coração numa frigideira. Pra falar a verdade, nunca os tinha visto antes, eram especialmente idiotas. Sorriram pra mim, e começaram a me perguntar um monte de coisas sobre o que eu sinto, o que eu penso, o que faço e que vou fazer.
Me deram alguns péssimos presentes , como um romantismo idiota, que o dono dele estava com as pernas cheias de hematomas e o coração apodrecido. Deram também a arte de escrever bem, não sei se isso se tornaria útil, mas de algum modo, fez uma junção com o romantismo. Ficou uma droga de presentes, só pra constar, mas logo depois de me entregarem tudo isso, me deram as costas e foram embora.
Logo depois, encontrei ela. Ah, aquela que até nos sonhos vem me encher o saco. Aquela que eu tanto odeio/gosto tanto, mas, para minha decepção/alegria, ela me ignorou e foi se encontrar com um cara no fim da esquina. Suspirei e continuei andando, afinal, é de minha obrigação continuar.
Caminhei pra caramba, aprendi desde o que é 1+1 até potências sócio-econômicas, aprendi desde greves até preconceitos, do machismo e o feminismo. E apesar de tudo, toda esse acúmulo de informações achei um grande saco saber de tudo isso, afinal, tudo é uma grande porcaria.
Matemática é muito chata (e bizarra), preconceito é coisa de retardado, machismo é pra bicha e feminismo é ser uma guria.....no mínimo retardada talvez? Quem sabe. O que importa é, que todo esses conhecimentos que tive foram se transformando numa grande bola de papel, que no fim, vai parar no lixo.
Não importa o quanto de conhecimento você tenha, se você não consegue brilhar com seu coração estrelado. Não importa o quanto intelectual você seja, se não tiver um coração ferrado e intelectualmente sabido da vida em si, não sobre problemas,guerras,mundo.
Que se dane a manipulação da mídia, que se dane a informação retardada, que se dane o nosso modo plagista de ver o mundo, se dane tudo. No fim, você não muda coisa nenhuma neste mundo, e nada vai ser útil no fim.
Não vou falar sobre o meu fim idealizado, afinal, religião é algo que não quero discutir. Não vou falar também sobre grana também, afinal, um mal necessário.
Voltando ao meu sonho, caminhei mais um pouco e vi alguns casais sentados num banco da praça. Algumas garotas sentadas num banco sozinhas, mas à espreita de um casal se separar pra dar em cima do garoto. E eu digo, por que querer o das outras? Custa ser menos PNC? (fica na imaginação de vocês o que eu quis dizer nessa sigla) Tantos caras legais soltos por aí, se ferrando sempre, e as sacanas ficam esperando o das outras, que nem pode ser tão legal assim.
Esses tipos de garotas me irritam, dá até um certo nojo falar com elas. Mas enfim, continuando. Pensei em até chegar perto de uma delas e levar um toco como de costume, mas dessa vez, eu apenas fiquei a observar.
Não sei o que aconteceu, apenas sei que de repente, tudo começou a se embaralhar. As imagens voltavam, os tempos mudavam, e quando eu percebi, esse sonho que eu tanto amei, eu esqueci. O sonho que eu tanto amei, que eu gostei, cagaram em cima dele.
Verdade! Sabe aqueles dias que era legal caminhar no meio da rua descalço, chutar numa pedra e sair sangrando e chorando de raiva? Não existem mais por que inventaram a porcaria do asfalto, onde passa carros e blábláblá. Sabe aqueles dias que você comia uvas,poukan (desculpa se não sei escrever certo), e outros afins na casa de algum parente onde ele arranjou isso na casa de algum vizinho? Hoje não tem mais isso, agora se compra tudo no supermercado, cheio de tóxicos pra matar os bichos.
Cagaram no meu sonho, e no de vocês também. O pior é que estão engolindo, sem reclamar, como se fosse algo bom. Eu não sei mais o que aconteceu com essas pessoas, se estão meio chapadas pelas drogas chamadas mídias ou sei lá o que, mas estou preocupado se o nascer do Sol vai ser normal ou vai ser em 3D em HD.

Este texto foi publicado originalmente em Pequenos textos em um blog, e postado aqui com a devida permissão.

26 de abril de 2012

Breguices e Idiotices da solidão - Gustavo S.

... Ei, lado romantista idiota, que tal escrever um pouco de besteiras aqui pra guria que não te quer e não me quer? Não quer, né? Sabe que é doloroso demais. O que nós desejamos antes de tudo, era o que vocês tem demais....pelo menos um pouco de sossego. [...]

"Can anybody hear me?
Or am I talking to myself?
My mind is running empty
In this search for someone else
Who doesn't look righ through me
Can anybody tell me why I'm lonely like a satellite?" (Simple Plan - Astronaut)

As frestas da janela estão infestadas de poeira, e a tristeza escorre no meu teto. Seguindo o sentimento de estar sozinho vou seguindo, já que minhas esperanças já estão podres. Ei, por que você não me pergunta como eu estou? Por que você sabe que eu não vou responder a resposta verdadeira.
Eu esperei a gravidade me deixar escapar, pra eu fugir de uma vez desse sentimento, mas eu esqueci meu próprio número de celular, então, não tem como eu falar pra mim mesmo que eu posso fazer isso. Essa caixa chamada mundo é sufocante demais, o suficiente pra saber que minhas fugas me fazem voltar pro mesmo lugar.
Me sinto estar sendo puxado pra areia movediça, e parece que não há ninguém pra me ajudar. Existem muitos no mesmo lugar que eu, mas parecem que tem mãos para o ajudá-los, mas e eu? E eu que me perdi o jeito de mexer meus próprios braços?
Queria poder contar essas coisas falando e não escrevendo, queria tanto quanto eu não consigo. Queria tanta coisa que me faz parecer que sou um mal perdedor sonhando com o prêmio dos vencedores. Pode me chamar de pessimista, mas o meu olhar me faz parecer mais solitário do que já sou.
Dei meu suor pra conseguir tudo o que quero, e dei o meu melhor pra esperar tudo o que eu espero. Sorrio pra coisas insignificantes, já que eu esqueci como é sorrir pras coisas significantes. Olho no relógio, já são quase duas horas da tarde.
Mesmo assim, continuo solitário como ontem e como vai ser amanhã. Cantar as canções de tristeza me faz querer acordar de novo. A manhã parece mais fria que meu dia, e deixando cartas nas portas de desconhecidos para ver se alguém consegue se lembrar de mim é meio "forever alone".
Me perdoe se estou falando breguices e idiotices de solidão. Queria poder correr atrás de meus sonhos, mas me sinto acorrentado ás mãos que insistem em escrever e digitar tudo o que eu ouso pensar. As borboletas que voavam antes no meu peito hoje em dia estão se suicidando.
Sabe aquele nervosismo que eu sentia quando eu passava pela pessoa que eu gostava? Hoje em dia eu chamo de convulsão, por que meus dias de romantismo estão contados. Meu lado romantista de ser ri da minha cara, por ser tão estúpido em acreditar nele.
Eu sei que meus textos são confusos. Ora fala de amor, ora de solidão. Mas é que são tantas coisas que eu poderia dizer, tanta liberdade eu consigo usar que começo a misturar as coisas. Qual é o meu limite nestas palavras? Qual é o limite desta liberdade de dizer o que quer? Ninguém sabe e ninguém quer saber.
Ei, lado romantista idiota, que tal escrever um pouco de besteiras aqui pra guria que não te quer e não me quer? Não quer, né? Sabe que é doloroso demais. O que nós desejamos antes de tudo, era o que vocês tem demais....pelo menos um pouco de sossego.

Este texto foi publicado originalmente em Pequenos textos em um blog, e postado aqui com a devida permissão.

20 de março de 2012

Minha Vida, Tão Vadia - Pequenos Textos em um Blog

"Sou um rascunho
Pelo jeito a mão tremia
Pelo jeito pretendia
Passar a limpo outro dia" (Esteban e 1berto Gessinger - iTchau Radar!)
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Não, com certeza não nasci pra ser alguém famoso. Também não nasci pra ser um bom exemplo, um alguém que se possa guiar algum rebanho ou alguma coisa. Eu sou apenas um alguém com um olhar diferente camuflado no meio da multidão, camuflado com um olhar distante.

Não faz mal ser um irrelevante, prefiro caminhar ás escuras. Não precisa ficar preocupado com os céus que podem cair à qualquer momento, que meteoros podem cair nas nossas cabeças ou perderemos nosso ar qualquer momento.

Eu sou a bola de papel no meio de tantas no lixo. Sou aquela poesia falha que ninguém nunca quis ler, versos perdidos procurando um sentido pra existir. Os versos começam a se escrever sozinhos, falando sobre o bêbado solitário ou um sorriso de um otário.

Deixa pro amanhã massagear minhas costas doloridas, que estão cansadas de carregar pesos inúteis. Minha vida é como de tantas outras por aí, hoje em dia, cheio delas espalhadas em cada esquina. Minha vida, que já foi doce, hoje está tão longe de ser uma obra-prima.

Eu passei meu carnaval olhando um mar qualquer, como tantos outros por aí. Casas iguais a tantas, de tantos modelos, formatos ou tetos. Meu carnaval fora tão chato e inútil como tantos outros, irrelevante como tantos milhões de pessoas.

Minha vida, tão vadia, nunca ousou querer aparecer em uma obra de arte. Minha vida, vadia como tantas outras, nunca quis escrever num papel seu destino. Pegou o lápis e jogou no chão, minha vida, tão vadia, nunca quis saber o que sentia.

Recompensa aquele que me disser o meu destino,me disser que o meu tempo ainda não teve sua vez nos palcos da vida. Que hei de chegar o dia em que o meu tempo dançará nas cabeças das irrelevâncias, e que os horários que vem e vão um dia darão tempo para mim.

Vou continuar fazer o que eu faço, a mesma coisa de sempre e nunca conseguir mudar. Quem vai dizer que eu deveria mudar meu modo de pensar, que eu deveria parar de escrever ou parar de compor só pra parecer normal?

Quem vai ser o louco que vai me dizer que eu sou um papel útil nesse teatro da vida? Quem vai ser aquele que vai me contar o final do livro da vida e ainda me forçar a ler o resto dela? Ninguém. Minhas palavras podem se resumir a um torpedo de celular ou um pedaço de papel meio rasgado depressa.

Como eu já dizia, minha vida, tão vadia, nunca quis me contar como seria viver, eternamente, correndo sem parar. Como eu já dizia, eu nunca quis ser alguém importante, parece bem mais legal ver a vida como um alguém irrelevante.

Este texto foi publicado originalmente em Pequenos textos em um blog, e postado aqui com a devida permissão.

19 de março de 2012

Você (Se Lembra Das Minhas Palavras?) - Pequenos textos em um Blog

"Não há razão pra te escrever
Perdi a razão ao encontrar você
E as minhas palavras se misturam
Num mar de falsas canções" (Fresno - Desde Quando Você Se Foi)
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Ah, quanto tempo não escrevo. Minhas palavras ficaram escassas depois do tempo as ter engolido. Talvez se eu voltasse a amar alguém, voltasse a crer que exista um outro fim para esse coração flagelado além de cuspir palavras idiotas.
Lembro ainda pela madrugada, não senti mais as palavras. Eu fiquei lá observando o dia raiar, querendo que elas voltassem a me abraçar. As vigiava todos os dias, para eu poder me expressar entre favelas dos meus flagelos.
Mas não, elas decidiram viajar por um bom tempo sem me avisar. Não fora por raiva, inveja ou tristeza. Fora apenas uma fuga sem sentido para um lugar sem destino. Era preciso descansar depois de tanto tempo sendo mal usadas por mim.
De certo agora que voltaram, vão me fazer sofrer novamente. Me chicotear pelo meu próprio pessimismo, me flagelar pela realidade e ser leal infinitamente à felicidade dos outros. Cansados dias eu passei colando olhares e sorrisos no meu rosto, mesmo quando o que eu queria era enfiar lágrimas no meu peito.
Ah, bote no seu jornal: "Procura-se uma idiota que procure um retardado mental. Para ter contato com ele, o procure na rua da tristeza, irá encontrá-lo rápido. Ele estará com flores numa das mãos, e na outra o seu coração"
É, eu sei como a vida é cruel, você consegue se lembrar das minhas palavras em um papel? Pois é. Se você consegue se lembrar, você deve ter percebido como eu tinha agido depois de lhe passar aqueles meus sentimentos. Eu fugia o olhar, tentava não te escutar, até com meus amigos eu tentava me calar.
Malditas palavras não me salvaram quando você me deixou. Mesmo sendo por uma conversa de MSN, aquilo ficou como um amargo e profundo flagelo na alma. Sabe, as canções que faço continua sendo pra mesma destinatária. Você.
Você mesma. Aquela que encontro quase todos os dias no colégio, que vejo voltando pra casa adiantada de todo mundo, aquela que está perto mas ao mesmo tempo longe. Aquela que eu vejo toda vez que olho pra trás, pro meu passado e vejo o meu erro.

Este texto foi publicado originalmente em Pequenos textos em um blog, e postado aqui com a devida permissão.

11 de fevereiro de 2012

Caminhar de novo em meus sonhos

(...) Acho que faz alguns meses que não venho lhe visitar, por não saber o que falar pra você. Queria te contar como estamos sem você, sem seus sorrisos e suas histórias loucas sobre seus parentes anormais.(...)

"(...)
I left a dozen roses on your grove today
I'm the grass on my kness, wipe the leaves away
I just came to talk for a while
I got some things I need to say" (Skillet - Lucy)
Oi, há quanto tempo não nos falamos. Acho que faz alguns meses que não venho lhe visitar, por não saber o que falar pra você. Queria te contar como estamos sem você, sem seus sorrisos e suas histórias loucas sobre seus parentes anormais.
É, eu me lembrei de seu nome e de seu aniversário. Me desculpe se nos outros anos eu ignorei tudo isso, por isso trago essas rosas como desculpa. Limparei sua cama como desculpa por não estar lá quando você me pediu, como você sonhava todos os dias.
Desculpa por não atender o telefone quando você me ligou chorando. Perdão por fazer idiotices que te fizeram chorar e a gente brigar o tempo todo. Nós tivemos bons momentos afinal. Lembra-se de quando andamos de mãos dadas no parque no outono. Todo mundo ria por estarmos daquele jeito.
Eramos um casal bonito apesar de tudo. É, andar com mulheres de mãos dadas não tem mais graça. Não sinto mais nada quando penso o que eu perdi, o que eu deixei passar como um idiota e te deixar partir por puro egoísmo.
Cantar e tocar aquelas músicas que você gostava só me faz aumentar a minha agonia. O tempo que restou parece uma merda sem ter seus sorrisos, que me abraçavam mesmo quando eu não queria, me faziam sorrir mesmo quando eu chorava.
Eu continuo fingindo estar sendo forte. Comendo sozinho o bolo de aniversário que comprei pra você. A casa e meu coração está vazio agora, o sol vem e vai e a noite sempre demora pra partir. Tudo é minha culpa. Não tenho mais o que fazer.
Meu emprego eu desisti depois que você se foi. Pretendo partir cedo, para que a viagem não dure muito. Minha família está no outro estado do país e a sua quer me matar. Não me interessa mais sexo casual, beijos enquanto estiver bêbado ou ter uma namorada pra tentar te substituir.
O chão está mais quente que o normal. Não é mais tedioso ir assistir um filme de comédia romântica sozinho. É deprimente. Não é mais divertido ver garotas morrendo de medo dos filmes de terror com meus amigos e elas. É deprimente.
Ninguém consegue me enxergar mais como eu sou. Afinal, eu me transformei em ninguém depois que você partiu. As rosas que eu deixo todo mês com cartões com palavras clichê que eu sei que você não lê, eu compro elas quando elas estão quase morrendo. É pra dar o cuidado que eu não dei pra você.
Talvez se ele estivesse nascido como você quis, eu talvez fosse um pai um pouco mais decente. Mas eu não estive pra lhe ajudar quando você precisou. Eu fui um idiota estúpido medíocre, era o que você iria falar se você pudesse.
Mas por quê? por quê? Por quê chovia naquela merda de dia, e aquele idiota do caminhoneiro estava bêbado no maldito dia? Quando foi que tudo se decidiu? Talvez por apenas aquela rejeição da sua ligação. Eu só queria pedir perdão.
Bom, isso é um adeus. Essas são as últimas rosas com os amaldiçoados clichês que você odeia. Também será a última vez que virei conversar. De agora em diante, quero te ver pessoalmente. Vou pegar a sua mão de novo. Mesmo que seja deitado contigo, preciso caminhar de novo nos meus sonhos.

Texto publicado originalmente em Pequenos Textos em um Blog, de Gustavo Simioni -  foi postado aqui com a devida permissão. Clique aqui para ver mais textos.

19 de janeiro de 2012

Refúgio

"Before I cross my heart and hope to die at all
Take off my mask and leave the lies to the liers
It never used to hurt before it isn't funny anymore
Feeling so alone now,
Funny how you wish some way that you could die at the hospital" (The Used - Hospital)


É fácil demais dizer que ama alguém. São apenas três palavras, um sorriso falso e um olhar com alguns pingos de colírio. É tão engraçado dizer isso tão falsamente, e as pessoas acreditarem, como se não soubessem que é a falsidade.
Não leve a mal, não escrevo isso para as pessoas aceitarem isso. Afinal, quem vai aceitar essa ideia? Nenhuma pessoa será realista o suficiente pra aceitar. Os realistas, no fundo, ainda procuram que um outro coração o queira de volta.
Quem sou eu pra dizer? Sempre andei gostando de pessoas, sentindo atração de pessoas que nunca vi. Eu pensei que se pode amar várias vezes, mais do que sete ou oito vezes. Não se pode amar nem ao menos três vezes, seu estúpido.
De novo, estou aqui eu falando sobre o amor novamente. Qual a merda que se tem de bom no amor? Me diz o que há de bom em amar alguém? Algumas lágrimas, alguns momentos passageiros que começam a virar rotina?
Casais são pessoas doentes. Um tipo de hipocondríaco que usa o seu parceiro como remédio para suas feridas, que nunca vão se fechar. É, é isso mesmo, você usa seu parceiro como um refúgio pra se esconder deste mundo sujo, você só quer não ficar sozinho.
Posso não ter me apaixonado, mas não significa que eu não tenha tentado. Não venha me dizer que eu sou um idiota, um burro e um imbecil, só porque nunca tive uma namorada que se preze e fico falando coisas que eu não sei.
Eu vou continuar falando o que eu quero dizer, vou continuar escrevendo coisas que você não gosta. Se esconda no seu refúgio, se puder. Eu me cansei de ser aquela criança que escreve o que querem, fala o que as pessoas querem ouvir, enxugar lágrimas que eu não quero enxugar.
É isso mesmo. Não vou dizer que gosto de pessoas que eu sei que me machucaram. Agora que olho de camarote, parece tão engraçado essas lágrimas das pessoas que sofrem por falta de refúgio. É, talvez eu seja um maníaco sedento por lágrimas.
Me dá enjoos saber que vão me reprimir, que vão falar mal de mim pelo simples fato de eu não aceitar a ideia de beber como todos os outros e depois falar coisas que acham engraçadas. Me dá nojo de pessoas que um dia juraram amor, e em outro instante está com um outro alguém.
O que eu quero dizer é, que por mais que você tente, por mais intensamente você ame alguém, isso vai acabar. Como vai acabar o mundo, como vai acabar o ar, como vai acabar a vida e até sua família. Então, pode ser que os amores acabam, as pessoas mudam e crescem, e vão se abandonar umas e as outras.
Podem me xingar se quiserem, mas o mundo muda. Quando você perceber, seu refúgio vai ter muita sujeira e você não vai querer limpar. E assim, você abandona mais um, mais um sujo pelas ruas da cidade. E, você vai como um sanguessuga de corações, à procura de um novo refúgio para se libertar de seus problemas.
Sua verdade é tão diferente da minha, que parece que eu sou um monstro e você um animalzinho amedrontado.
Texto publicado originalmente em Pequenos Textos em um Blog, e postado com a devida autorização.

18 de janeiro de 2012

Não leve à mal...

"Então te deixo com você
A chance de mudar
E tentar entender pra tentar
Recomeçar do zero e ver..." (Granada - Recomeçar Do Zero)

Não,não precisa levar à mal. Eu só escrevo isso pra libertar essa raiva que reprimi dentro de mim, escondendo o stress de ouvir sua voz maldita e ver seu rosto escroto. Não precisa também fingir que gosta de mim, por que eu realmente estou com raiva de você.
Me humilhe mais uma vez como você sempre fez, seu idiota estúpido. Engula essa sua saliva maldita cheia de veneno, e queime a merda do estômago que você tem. Me reprima e zoe com minha cara mais uma vez como em tantos anos, um dia esse porra de voz não vai sair mais.
Por que diabos eu consigo respirar quando fico respirando ar de pessoas como você? Eu canso todos os dias carregar a agonia de planos errados sobre o mundo. Agradeça à Deus por eu ter aprendido a não matar pessoas, por que você seria um dos primeiros da lista.
Não venha dizer que era uma brincadeira, por que eu também poderia fazer uma brincadeira com seus rins: Daria um nó e jogaria aos cães. É, eu sou muito psicopata. Eu reprimo minha raiva, pra que ela se liberte em palavrões e músicas sem refrões.
Você? Quem é você? Aquele amigo meu? Não, aquele morreu pra mim há uns atrás. Aquele sim se podia dizer que era um amigo, um companheiro e tudo. Você é apenas um saco de lixo prestes a ser levado pelo caminhão.
É, vou ser um pouco mais formal agora. Lembra-se dos dias em minha casa? Todo mundo junto, um grupo de amigos e brincadeiras que todo mundo as achava engraçadas. Aquilo era legal. Hoje? Suas piadas sem sentido, sua risada estúpida alta que faz todo mundo ter nojo. Isso é estúpido.
Que merda é essa que você quer dizer com suas atitudes e palavras? Não consigo entender. Virei um alvo pra você tentar criar uma piada legal pra se mostrar pros velhos amigos? Pelo jeito sim, né seu merda? Mas que vá tudo à merda.
É, eu estava explodindo hoje. E vou estar depois de amanhã, mês que vem, ano que vem. Por que se eu fingir que não vejo você enfiando facadas em meus ombros e depois jogar um remédio sem tirar as facas, isso seria um alguém imbecil.
Não importa o que você diga, o que você faz, o que você tem. Eu ainda estou aqui caminhando, e não vai ser hoje que palavras humilhantes vão segurar meus pés no mesmo lugar. Eu vou mostrar pra você o que é gritos de silêncio e maldições invisíveis.
O tempo vai correr, como eu vou correr pisando em cima de você. E eu farei questão em cuspir em você, jurando não voltar atrás. Então, não quero que você se iluda pensando que o que pensei sobre você vai mudar e amizade voltará como antigamente.
Não,não vai. Eu acreditava num amigo de antigamente, que eu confiei, que eu poderia confiar minha vida nele, mas hoje em dia, acho que eu não confiaria nem segredos. Abandone mais aquela ideia que eu vou aceitar suas provocações, seus sorrisos malditos, sua voz filha da puta e toda essa merda que completa você. Hoje eu não perdoarei o que você fez hoje, como fiz ontem.
E esse texto idiota, fica minhas preces, pra que eu nunca volte a ser quem eu prometi ser só pra aparecer, só pra terminar como um maldito como você. Não, não leve à mal não, isso não é algo que vá te machucar, só não me peça pra te ajudar depois de tudo o que você ousou falar.
Mas também não guardo rancores, seria suficiente um "Desculpa,cara,foi mal" e não a merda de um "Foi brincadeira". Eu passei a minha vida inteira sendo zoado, sendo pisado por manadas de animais retardados. Eu esperava que você não fosse um deles. 

Texto publicado originalmente em Pequenos Textos em um Blog, e postado com a devida autorização.

30 de dezembro de 2011

Conselhos De Um Conselheiro Sem Conselhos

"Ganhando e perdendoErrando e acertando
Eu só quero o que é meu
Não pego de ninguém
Então não vem me julgar
Não vem me rotular" (Tudo Bem - Nxzero)



Será que sou tão diferente assim?
Será que ninguém vai gostar de mim
Ou será que nunca ouvirei um "sim"?

Por que as pessoas julgam tanto
Procuram tudo o que está escrito no roteiro
Mas eles nunca saberão é que o vento
Que guarda o talento no seu travesseiro

Por que você simplesmente você tenta me evitar
Será que não sou tão bom assim?
Por que você nunca tenta conversar
Será que você é tão boa para mim?

Eu não sou diferente de você
Eu canto, dou risadas, danço (muito mal), choro
O que leva a você entender
Que eu não sei nem aonde eu moro?

Quem é você pra me dizer o que sou?
Se nem eu mesmo sei quem sou
Quem é você pra me dizer aonde vou?
Já que o que importa é aonde estou

Sorria um pouco para mim
Não sou um robô que não entende um sorriso
Fique um pouco assim
Eu gosto do jeito que você faz isso

Não fuja de seu jeito de ser
Eu posso ser o que completa você
Pois o que importa não é ter
É sorrir novamente depois de uma derrota

Eu vou levantar quantas vezes for preciso
Pra ter o bem mais precioso que eu já vi
E vou me machucar tantas vezes nesse piso
Pra recuperar o que já vivi

Não tente se rotular
Se você nem sabe o que é uma batalha
Pois só quando você chorar
Você entenderá o que é o significado de uma migalha

Quem quer que seja você
Eu ainda te darei mais um conselho
Esse conselho que dou a você
Vai ficar no parágrafo final

Esse conselho todo mundo diz
Mas a sociedade está perdida
Então o quer que a faça feliz
"Viva sem medidas!"

Texto publicado originalmente em Pequenos Textos em um Blog, e postado com a devida autorização.

29 de dezembro de 2011

Um pequeno texto para alguém que eu não conheço

"Onde Está Meu Amor?
Quem será, com quem se parece?
Deve estar por aí
Ou será que nem me conhece" (Paulo Ricardo - Onde Está Meu Amor?)



Quem quer que seja, me encontre. Qual seria minha reação ao ver que não tenho o meu amor? Essa é a pergunta que eu quero lhe dizer. Você deixaria sua vida para trás só para ter o meu sorriso? Você fugiria de seus sonhos para correr atrás dos meus?

Não sei quem você é, não sei onde você está, mas, por favor, deixe-me te amar. Eu preciso amar alguém que não conheço, para ver se a esqueço. Você deve viver em algum lugar melhor do que o meu, e, provavelmente, sabe que sua vida é independente.

Esperta e fofa, com certeza iria me fazer pirar. Com certeza seu sorriso é tão linda quanto o céu cintilante. Eu te entendo, eu te busco. Suas lágrimas, quando caírem, irão fazer flores nascerem. Quando você se deitar, as cobertas irã se enrolar em você para se esquentarem em seu corpo quente.

Quando você for escrever, as canetas tentarão te dar as palavras mais lindas para fazer você feliz. E, eu, quando encontrar você, mostrarei que o amor pode te abraçar, e eu sei que posso fazer isso melhor que o amor. ;D
Texto publicado originalmente em Pequenos Textos em um Blog, e postado com a devida autorização.

22 de dezembro de 2011

Antes que eu comece a me afogar...

"Eu já tentei, eu já quis desistir
Mas quando chega a noite eu não posso dormir
Pois quando fecho os olhos
Nenhuma luz se apaga
Eu já tentei, eu cansei de gritar
Eu já fiz mais do que eu consigo aguentar" (Fresno - Não Vou Mais)
É assim que eu me sinto vivendo na sociedade

Eu queria pelo menos conquistar um sonho, poder parar de esperar neste mesmo banco, nesta mesma solidão e perto deste mesmo rio. Eu queria pelo menos parar de acordar tantas vezes no mesmo lugar, sentir que minha vida vã ser apenas um prefácio de uma vida nova.

Estou cansado de esperar e gritar, e mesmo assim ninguém conseguir me escutar. Cansei de ter que segurar o tempo nos meus dedos, de correr atrás de pessoas,amores,vidas e histórias que eu sei que não valerão a pena no final de toda esta merda.

Eu já fiz de tudo e mais um pouco pra ter que esperar um pouco mais desta vida morta. Eu já cometi erros que eu nem sei mesmo se valem como vivos. Eu escrevi poemas pra você me amar, e hoje em dia faço de tudo pra você chorar.

Não viva, não siga adiante, cuidado com regras, caminhe pelo mesmo caminho, espere o que não vem. Tudo não importa afinal, ninguém se importa se você faz o impossível pra sociedade enxergar o que o medo nos faz se afastar.

Queria apenas caminhar pra um caminho sem destino, vontade de jogar tudo pro alto sem medo de se quebrar no chão, e correr contra o vento pra viver. Vamos todos para o inferno, a merda desta alma continua no sofrimento eterno.

Segure suas rédeas, hoje não há lugar pra você se alimentar. Se guarda cacos de vidro como prato principal no jantar. E será sempre assim, se jogando num caminho sem fim, ao ver que a sociedade não perdoa que você erre,morra,bata,fuja,escape.

Segure seus sonhos para eles não voarem, eles podem explodir no espaço. Caminha com desconfiança, todos olham quando você aperta o passo. Lembre-se que o dia depois de amanhã pode ser tão ruim quanto ontem.

Eu sou apenas um garotinho assustado, com medo de fazer o certo e o errado, medo dos olhares que eu sei que são para mim. Sou apenas um alguém que tem tantas histórias pra contar, tanta coisa pra dizer e falar, mas ninguém para escutar.

Tantas vezes eu me iludi que havia alguém com um ombro para me deitar, ou um ouvido para me escutar. E no final de tudo, não me sobrou mais nada. E, todos os dias, antes de dormir, insisto em orar para que tudo melhore, que vá tudo pro espaço essa vida e que você principalmente descanse em paz.

Mas todo mundo acha que eu estou feliz. Com essa vida "confortável" que eu tenho, com uma mãe com a maior parte do tempo fora por causa do trabalho, um pai que morre de trabalhar a manhã e tarde inteira e à noite trabalha em casa. E eu, a maior parte fingindo que estou aqui, neste mundinho invisível.

É de mentira quando eu sorrio, e também é mentira quando eu digo que eu me sinto bem. Quero parar de escrever, e um dia qualquer, contar pra um alguém que queira me escutar, as milhões de histórias que se pode inventar ou as que eu passei.

Se algum dia eu jurei amor eterno à você, talvez fosse verdadeiro. Mas também, talvez, seja um desejo certeiro de pegar esse coração derretido pelas regras da sociedade, pelas vozes da sociedade, pela merda da sociedade.

Quem vai vir aqui, sentar do meu lado, me abraçar e dizer: "Eu lutarei por você"? Quem vai ser a pessoa que vai me retirar desta mesma rotina, sentado aqui neste banco vendo a água do rio cristalina. Estou cansado de ter que tentar e morrer na areia da praia.

Quero desistir antes mesmo de tentar, quero fugir antes mesmo de pensar nas pessoas que eu acredito amar. Quero apagar de vez minha existência, como uma borracha apaga-se traços de um lápis fraco e morto.

Será que consigo me encaixar em algum lugar? Ou apenas continuarei a tentativas vãs com minha alma destruída? Eu queria me esconder pra ninguém nunca mais poder me encontrar. A partir desta madrugada morta e quieta, aprenderei a me calar.

A partir de hoje, eu não vou mais gritar e perder minha voz ao relento, correr atrás de amores que eu sei que nunca terei chance ou ao menos vou esperar o dia clarear amanhã. Antes de eu dormir, irei fechar os olhos torcendo que quando acordar, a corda do meu pescoço comece a se afrouxar, antes que eu comece a me afogar.

Texto publicado originalmente em Pequenos Textos em um Blog, e postado com a devida autorização.

Lágrimas Miseráveis

"Você não sabe o quanto eu planejei
Muito menos o quanto eu que eu chorei
Ao perceber que você se foi
Você nem em sonhos conseguiu ver
Tudo que eu escrevi para você ler
Ou para eu recitar pra você dormir" (Planos e Promessas - Fresno)

Eu às vezes penso que o mundo se guarda numa caixa morta, escrita com sangue a palavra "DOR". Muitas vezes quando eu olho pro céu, e percebo que as nuvens já não são tão brancas como antigamente, puras e feitas de algodão.

O mundo morreu com muitas lágrimas com uma apunhalada dos seus habitantes. O céu se derrete perante aos problemas ambientais, a terra se machuca pelos passos afiados dos humanos sem coração, e a água só sobrevive com as lágrimas de alguns pobres coitados.

E, quando eu pensava ter visto de tudo, mais uma noite, mais algumas palavras e um pouco de surpresa. Que babaca, nada poderá salvar a extinção da inocência, do sorriso das crianças, e de palavras. Queria ter nascido no século XX, tudo era tão diferente.

Queria poder sofrer menos, pelo menos o suficiente pra sobreviver. Como eu consigo ainda olhar para tantas faces,fingir falsamente e sorrir, e falar algumas besteiras pra todos sorrirem? Como eu consigo aceitar que nunca estarei aonde você está?

Queria muito estar aí te vendo dormir, te dizer "Boa noite" e partir para te ver amanhã de manhã. Queria poder te dizer "Feliz Natal!" e te dar um abraço e um beijo e um presente logo depois. Mas o que eu sou pra você? Um inútil que só escreve cartas?

Mas, por favor, não jogue aquelas cartas infantis fora, aquelas que você disse que ficaram lindas. Foi difícil dizer tais palavras para você ler, e também lembre-se de quanto tempo eu demorei pra extrair as palavras certas para você me entender.

O que eu estou dizendo? Deve ter jogado fora faz tempo. Nem se importa o que eu fiz, o que eu faço ou o que eu vou fazer. Sinto saudades daqueles tempos, confesso, mas juro que hoje em dia eu penso mais no que eu vou escrever do que em você.

Vá dormir e abrace seu travesseiro. Hoje você irá dormir sem pensar nos seus problemas, nas suas festas, nas bebedeiras, nas pessoas, nas escolas ou muito menos em notas. Pensará em apenas em relaxar e deixar a vida rolar.

Você nunca conseguirá perceber que eu ainda gosto de você, e eu juro, poderia até ir ao inferno para poder ter você. Mas do que adianta? Nem que me jogue do mais alto prédio, que eu pule sem corda de uma ponte gigante, você me ignoraria.

Santas lágrimas, que um dia me fizeram crescer e chorar. Santos amigos, que te fizeram sorrir e puderam te abraçar. Santa distância, eu aqui e você lá. Mas o que resta serão apenas lágrimas miseráveis, de um mero tolo pedindo aos céus que lhe dê uma chance com a sua amada, que jamais o notou.

Texto publicado originalmente em Pequenos Textos em um Blog, e postado com a devida autorização.